Chapecoense encerra temporada com menor índice de lesões dos últimos anos

No último domingo (06), após a partida contra o Guarani, a Chapecoense encerrou os compromissos da temporada. Dentro das quatro linhas, o objetivo foi alcançado ainda na partida contra o Náutico: a permanência na Série B. A meta traçada desde o início de 2022 foi conquistada após uma sequência de muito trabalho – treinos, viagens e jogos. Apesar da trajetória intensa, o time concluiu o calendário com saldo positivo em diversos aspectos, com destaque para o índice baixíssimo de lesões durante o ano. Foram apenas 36. Este número representa praticamente a metade de ocorrências do ano de 2019, quando foram registrados 69 casos; em 2020 e 2021, os números foram de 64 e 50 lesões, respectivamente.

O principal fator atribuído para que esse índice fosse baixo foi o trabalho interdisciplinar realizado no clube, que faz a articulação entre todos os departamentos: fisiologia, nutrição, fisioterapia e preparação física, além do trabalho da comissão técnica. Para o coordenador científico alviverde, Clodoaldo de Sá, essa integração otimiza o processo de treinamento e também de preparação e desempenho nas partidas.

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O principal fator atribuído para que esse índice fosse baixo foi o trabalho interdisciplinar realizado no clube, que faz a articulação entre todos os departamentos: fisiologia, nutrição, fisioterapia e preparação física, além do trabalho da comissão técnica. Para o coordenador científico alviverde, Clodoaldo de Sá, essa integração otimiza o processo de treinamento e também de preparação e desempenho nas partidas.

Departamento de Fisiologia:

Comandado por Sedinei Copatti, o Departamento de Fisiologia analisa o impacto que as sessões de treinamento provocam no organismo do atleta. Quando se reapresentam, todos eles realizam algumas avaliações antes de irem a campo. Com os resultados, o fisiologista define, juntamente com os demais departamentos, se o atleta está nas condições adequadas para o trabalho do dia. “Monitoramos esses atletas em tempo real durante os treinamentos. Quando o trabalho é finalizado, também realizamos algumas avaliações para a partir daí mapear o que aconteceu com esse jogador durante o treino e qual vai ser a resposta que o corpo dele pode apresentar. Com isso os demais departamentos podem elaborar o processo de recuperação para ele. Todo treino é uma ‘agressão’ para o organismo do atleta, então temos que entender qual é o tamanho dessa agressão para proporcionar para ele uma recuperação adequada, que envolve outros setores, como massagem, nutrição e fisioterapia”.

De acordo com Sedinei, um dos motivos pelo sucesso desse trabalho interdisciplinar foi a coleta de dados realizado com o máximo de rigor, o tratamento desses dados e a geração de relatórios de fácil entendimento para todos os membros da comissão técnica e staff do clube. “A gente buscou discutir cada caso de maneira específica para aplicar um tratamento específico para cada atleta. Diante disso, consideramos que tivemos um percentual muito bom de acerto. Logicamente o cenário não era perfeito, porque tivemos muitos jogos. Existem jogadores que em alguns momentos precisam treinar mais e outros que precisam treinar menos, então a coleta de informações, a elaboração de relatórios e as intervenções diante de cada situação específica foi um dos motivos que eu atribuo para a gente ter amenizado muito a incidência de lesão dentro do clube”.

Departamento de Preparação Física:

Outra área fundamental na prevenção de lesões e também no bom desempenho dos atletas é a preparação física. Gabriel Martini, auxiliar e responsável pelo setor de transição alviverde, avaliou que um dos pontos cruciais para que o número de lesões tenha caído foram os treinamentos preventivos. “Eles nada mais são do que treinamentos para os músculos acessórios, ou seja, não são os músculos principais, mas são muito utilizados, como os adutores, flexores de quadril, glúteos e estabilizador de cintura, por exemplo. Todas essas musculaturas as vezes ficam meio excluídas da maioria dos programas de treinamento, portanto, esse treinamento preventivo vem para priorizar e otimizar a questão dessa musculatura, facilitando para que o atleta consiga fazer o trabalho de fortalecimento e de mobilidade. Isso também otimiza a força dos atletas dentro de campo, tornando eles mais econômicos e deixando a sobrecarga nessas musculaturas muito menores”.

Os jogadores que são liberados do processo de transição recebem uma cartilha de treinamentos e acompanhamento de 30 a 40 dias após a lesão. Conforme Gabriel, esse método fez com que houvesse uma redução da recidiva da lesão, que é quando a mesma contusão retorna após o período de recuperação. Neste ano, na temporada inteira, houve apenas um caso.

O preparador físico Jaelson Ortiz, que integra a comissão técnica do comandante  Gilmar Dal Pozzo e chegou ao clube em setembro, destacou o trabalho que já vinha sendo realizado pelos profissionais da casa e o quanto ele foi determinante para a tomada de decisões assertiva daquele ponto em diante.

“Um dos aspectos bastante alertado pelos profissionais do DM e da fisiologia foi em relação à individualidade de cada atleta. Como diversos atletas tinham contexto diferentes, tínhamos que adotar estratégias específicas e isso foi feito. (…) Essas individualidades permitiram que a gente tivesse os atletas 100% nos jogos e, certamente, isso permitiu que tivéssemos performance e êxito nos jogos. Esse entrosamento e o trabalho multidisciplinar foi sensacional; só elogios à equipe do clube, à preparação física que vinha sendo feita. Os frutos foram colhidos nessa final de campeonato” pontuou.

Departamento de Nutrição:

Hoje, também é fundamental que a Nutrição seja atuante no dia a dia dos atletas para prevenção das lesões e também para o alto rendimento dos mesmos. Conforme Vanessa Giacomet de Carvalho, nutricionista do clube, “o trabalho realizado pelo setor, em conjunto com as comissões técnicas, teve como objetivo levar as melhores condições aos atletas, considerando os valores nutricionais necessários para os objetivos que foram traçados pela equipe multidisciplinar. Foram realizadas avaliações periódicas para determinar a quantidade de nutrientes e energia que cada atleta estava ingerindo, para que, quando necessário, fossem realizadas adequações desses valores através da alimentação e suplementação. Tais avaliações, nos mostraram quais eram necessidades individuais de suplementação, que foram administradas diariamente”.

Departamento de Fisioterapia:

Atualmente, o Departamento de Fisioterapia chapecoense é formado pelo coordenador Diego Fadeuille e os fisioterapeutas Almir Walker e Marcos Bilibio. Eles são responsáveis pelo tratamento dos atletas lesionados após passarem pelo Departamento Médico até estarem aptos para passarem pelo processo de transição.

Para Diego, “se não nos inserirmos no processo fiel de prevenção, se o ambiente dentro do nosso departamento não for positivo, agradável, isso é transferido para o atleta. Há uma falsa visão por parte das pessoas que o atleta ‘gosta’ do DM. É totalmente o oposto. A participação nossa e de todos os profissionais no processo de decisão, se traduz nesse excelente resultado e também no tempo de recuperação dos atletas, onde lesão após lesão, sempre devolvemos os jogadores em prazos inferiores ao previamente estabelecido”.

Departamento Médico: 

Carlos Mendonça,  responsável pelo Departamento Médico da Chapecoense – composto, também, pelos médicos Fabiano Winckler, Samuel Banaszeski e Vinicius Mendonça – o trabalho multidisciplinar e a sinergia entre os setores como a nutrição, a fisiologia, a fisioterapia e a preparação física foram determinantes para que o clube atingisse os objetivos da temporada e fechasse o ano com um dos menores índices de lesão.

Além disso, Mendonça falou sobre um tratamento pioneiro – realizado na Chapecoense desde 2007 – e que também favorece a rápida recuperação dos atletas e um menor índice de reincidência de lesões. “No Departamento Médico, o que temos de diferente, é um tratamento biológico com PRP e BMA – que é célula-tronco mesenquimal. Somos um dos clubes pioneiros nesse tratamento no Brasil, começamos a fazer isso na Chape em 2007. Isso recupera o atleta mais rápido e evita que existam recidivas dessas lesões”.

Por Alessandra Seidel e João Heemann

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