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“O torcedor tem que se sentir representado em campo”

19/10/2018 - 19:39

Foto: Sirli Freitas/ACF

A tarde desta sexta-feira (19) foi de trabalhos muito intensos no Centro de Treinamentos da Água Amarela. O técnico Claudinei Oliveira realizou o terceiro treino no comando da Chapecoense e, durante o coletivo, deu as primeiras pistas de qual será a equipe que entrará em campo no jogo do próximo domingo (21), contra o Cruzeiro. A principal novidade foi a aparição de Canteros entre os titulares. “Jogador do penúltimo passe, da assistência, muito qualificado. A gente procurou colocá-lo numa posição confortável, que não tenha que jogar de costas pro gol adversário, estar sempre de frente e sempre com três ou quatro jogadores projetados na frente dele pra achar o passe. (...) A gente espera que ele possa render bem, como rendeu no treino hoje” disse o comandante.

Além disso, Claudinei apostou num esquema em que o volante Amaral atua mais na contenção da marcação, a fim de dar liberdade para os laterais. “A ideia de segurar o Amaral é liberar o Eduardo e o Bruno Pacheco. São jogadores muito bons no último terço do campo, são laterais que definem muito bem as jogadas, tem drible, tem cruzamento bom. E a nossa ideia é povoar um pouco mais o ataque” afirmou.

Para Claudinei, é fundamental encontrar o mais rápido possível a equipe base para os nove jogos que restam no Campeonato Brasileiro, a fim de dar sequência e entrosamento ao grupo e, deste modo, alcançar os resultados positivos. “A gente tem que buscar o mais rápido possível uma equipe básica. Não quer dizer que eles vão jogar até o final, a gente pode trocar uma ou outra peça, mas não fazer muitas trocas o jogo todo, porque senão não dá tempo. A gente tem só nove jogos, então tem que errar o mínimo possível pra daí fazer os ajustes” pontuou o comandante.

Após completar o terceiro dia no comando da equipe, Claudinei exaltou a competitividade mostrada pelo grupo de atletas no treinamento e pregou que isso seja mantido nas partidas. “Todos os treinos que fiz até agora foram muito pegados, e tem que ser. A gente não pode ter esse negócio de treino não pode um encostar no outro. Não pode ser desleal, mas não pode ficar proibindo. A gente tem que treinar como joga. O treino tem que ser pegado, intenso, no limite, porque o jogo é isso também”. Além disso, o professor reiterou a “receita” para os próximos jogos. “Estou satisfeito com essa competitividade que a Chapecoense sempre teve. E a gente tem que reforçar cada vez mais isso aí. Porque a chapecoense sempre foi um time que marcava, que pegava, que dividia. Às vezes não tão brilhante tecnicamente, mas taticamente, em termos de raça, nunca faltou. E não vai poder faltar daqui pra frente”.

Por fim, Claudinei foi questionado sobre a expectativa para a partida contra o Cruzeiro e sobre o que espera do adversário, que conquistou a Copa do Brasil na última quarta-feira. “Em primeiro lugar a gente tem que ver a equipe que o Mano vai colocar em campo. Mas independente de quem ele escalar, a gente sabe da qualidade do elenco. (...) é um dos melhores elencos do campeonato brasileiro. E a gente sabe que quem vier, vai vir uma equipe muito forte. O que muda com a conquista pode ser duas situações: eles podem entrar mais relaxados no mal sentido, ou no bom sentido, de jogar tranquilos, e aí fica mais difícil pra gente. Tomara que seja a primeira hipótese e a gente possa aproveitar isso e trazer os três pontos” finalizou.

Por Alessandra Seidel

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