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Laura é referência na Chape

20/05/2019 - 17:33

Foto: Márcio Cunha/ACFFalta de frente para a grande área, na intermediária do campo. Ela olhou o posicionamento da goleira e contou as jogadoras na barreira. Encarou a bola, respirou fundo, ajeitou a faixa no cabelo. No apito do juiz, pegou de peito de pé e a bola fez uma curva fugindo da marcação e indo direto para o ângulo direito. Indefensável. Este foi o segundo gol de Laura Spenazzatto com a camisa da Chapecoense.

Para a jogadora, também é o gol mais bonito de sua carreira. Na ocasião, a Chape venceu o Vila Nova por 3 a 0 em partida válida pela terceira rodada do Brasileiro A2. Na equipe desde o início de 2019, Laura está sempre entre as 11 que começam o jogo e até porta a faixa vermelha de capitã quando a dona dela, a Jaque, sai do jogo. Aos 20 anos, Laura tem bastante estrada e, em uma equipe com média de idade jovem (18 anos), como é o caso da Chape, é uma referência para todas que estão defendendo o verde e branco.

A zagueira Yasmin joga pela Chape e pela Seleção Brasileira Sub 17

Natural de São Miguel do Oeste, no extremo oeste de Santa Catarina, a meia conhece a região e começou no futsal aos sete anos, em Iraceminha, cidade vizinha de Maravilha e a cerca de 100 quilômetros de Chapecó. Foi só com o dobro de idade que ela partiu para o campo quando foi para Caçador jogar pelo Kindermann, time com muita tradição e nove vezes campeão do estado. A passagem por lá foi rápida mas rendeu uma Copa do Brasil e um momento importante de amadurecimento na carreira. Já em 2016, Laura passou a jogar pelo Iranduba, equipe que também é forte no futebol feminino. Nos três anos em que defendeu o time de Amazonas, esteve no elenco que venceu o Brasileiro Sub 20 e foi três vezes campeã estadual.

Em campo contra o 3b pelas oitavas de final do Brasileiro A2 | Foto: Gabriela De Toni/ACFConfira também o perfil da atacante Erica

Os bons desempenhos renderam um ano de 2018 intenso com convocações para as seleções brasileiras Sub 20 tanto de futsal quanto de futebol. Pela primeira, foi campeã sul-americana em torneio disputado no Chile. Pela segunda, foi chamada diversas vezes durante o ano e chegou a participar de um amistoso no Estados Unidos. Um diferencial que chama a atenção é o fato de Laura ser ambidestra. Como prefere jogar pelo meio distribuindo o jogo e finalizando, ela torna-se imprevisível de acordo com a jogada que pretende realizar.

O ídolo ela é categórica em responder: Messi. As qualidades? Inteligência e saber exatamente onde estar em campo. Para Laura, o melhor de todos os tempos. Tanto que suas referências no feminino são Marta, Formiga e Andressinha, jogadoras que também têm como natural o posicionamento no meio de campo.

Já fora dele, ela é boa em números. Cursando Engenharia Civil, Laura é familiarizada ao campo de matemática, que muitas vezes tem similaridades com o cálculo de um bom lançamento e a noção de distância de uma grande finalização. Ela soma os pontos necessários para a Chape avançar no Brasileiro A2 e tem um número especial em mente, o 4. Pois as quatro melhores equipes sobem para a primeira divisão em 2020.

Por Gabriela De Toni

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