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Heroica, Chape desbanca o Atlético-MG e avança às quartas da Copa do Brasil

16/05/2018 - 23:39

Foto: Sirli Freitas/Chapecoense

Na noite desta quarta-feira (16), a Arena Condá foi palco de mais uma partida com todos os ingredientes para marcar a história. Após conquistar o empate sem gols no jogo de ida contra o Atlético-MG - em Belo Horizonte - a Chapecoense jogou de forma heroica e repetiu o placar em seu território, levando a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, melhor para o Verdão! A equipe alviverde foi precisa em quatro das cinco cobranças, enquanto Ricardo Oliveira e Roger Guedes desperdiçaram para o Atlético, determinando o placar de 4 a 3 e garantindo ao público presente mais uma noite repleta de emoção: Daquelas reservadas, unicamente, ao torcedor da Chape. Com o resultado, o clube avança, pela primeira vez, às quartas de final da Copa do Brasil. 

Os 90 minutos: 

Uma das melhores atuações do ano: Foi isso que o torcedor presenciou na noite desta quarta-feira, na Arena Condá. Chapecoense e Atlético-MG deram à partida decisiva a importância que ela merecia e, por isso, o jogo começou com ambos os times se estudando muito e se expondo pouco. Do lado da Chape, a estratégia foi investir nos contra-ataques e aproveitar as jogadas de bola parada. Numa dessas, Bruno Pacheco mandou a bola para dentro da área e Wellington Paulista cabeceou, exigindo defesa milagrosa do goleiro Victor.

Foto: Sirli Freitas/Chapecoense

Na etapa complementar, o Atlético-MG apostou na compactação da defesa para conter o ímpeto alviverde. Ainda assim, a Chapecoense passou os 45 minutos finais da partida pressionando o adversário e inflamado o torcedor. E se as investidas no ataque levavam perigo, a defesa - quando acionada - também funcionava perfeitamente. Mesmo com a superioridade do Verdão, no entanto, nenhuma das equipes balançou as redes e o placar zerado levou a decisão para os pênaltis.

As penalidades: 

Foto: Sirli Freitas/Chapecoense

Nas cobranças - que foram realizadas na goleira próxima à Ala Sul, onde estava a torcida adversária - a estrela de Jandrei brilhou. Logo de cara, o defensor da meta alviverde - que tem se destacado na temporada - parou o experiente Ricardo Oliveira. Na vez da Chape, Wellington Paulista - famoso pelo retrospecto positivo diante do Atlético-MG - converteu e levou o estádio ao delírio. Na sequência, uma série de quatro chutes certeiros, um para cada lado. Até que na vez do time de Minas, Roger Guedes chutou e isolou. Logo em seguida, Victor defendeu a cobrança de Bruno Pacheco e Cazares converteu. Coube a Rafael Thyere a responsabilidade da cobrança decisiva, e o camisa três não decepcionou: O zagueiro cobrou, a bola pegou na trave e parou no fundo da rede. Vitória heróica da predestinada Chapecoense.

Importância da estratégia: 

Além de destacar a mudança de atitude da equipe nas últimas partidas, o técnico Gilson Kleina destacou, após a decisão, a importância da estrategia construida pensando nos 180 minutos das oitavas.

Foto: Sirli Freitas/Chapecoense

"Sabemos da limitação, mas sabemos da vontade de vencer. Quando faz um jogo de 180 minutos, a estratégia tem que ser bem utilizada. Foi importante não levar gol lá. Imagina se entra com três atacantes e leva um ou dois gols, para tirar em cima desse poderio técnico ia ser difícil. Não que não seja possível, mas é diferente entrar procurando o gol e entrar precisando fazer três. Muda o emocional", analisou o comandante. 

Próximos Compromissos: 

Passada a decisão, a Chapecoense foca, agora, no Campeonato Brasileiro. Na próxima segunda-feira, a equipe enfrenta, no Beira-Rio, o time do Inter, às 20h, e vai em busca da segunda vitória na competição. 

Por Alessandra Seidel 

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