Notícias

A zagueira Yasmin defende as cores da Chape e da Seleção Brasileira Sub 17

22/06/2019 - 10:34

Foto: Márcio Cunha/ACFSeus 1,72m a ajudaram a subir mais que todo mundo e encontrar a bola com a cabeça, em um movimento da esquerda para a direita, uma finalização fulminante, da linha da pequena área. Terminou no fundo das redes. Não foi o primeiro e nem será o último gol de cabeça de Yasmin Cosmann, e também não é um gol muito diferente dos que ela costuma marcar. Mas este é o mais importante para ela, por ter sido com um uniforme que muitos querem vestir mas poucos têm a glória de o fazer: o amarelo canarinho da seleção brasileira.

A zagueira da Chape, titular absoluta no Verdão, tem grande familiaridade com o manto brasileiro mesmo sem ter atingido a maioridade. Aos 17 anos, coleciona convocações importantes que a renderam o título do sul-americano Sub 17 de 2018 (ela também é campeã sul-americana no futsal) e uma participação no Mundial da categoria no Uruguai, no mesmo ano. Através da parceria Chapecoense/ADELL no futebol escolar, é bicampeã brasileira na modalidade (títulos conquistados nos anos de 2017 e 2019) e disputou dois mundiais da categoria, tendo um bronze na edição de 2019, disputada na Sérvia.

Confira também a história da meia Laura Spenazzatto

Esses feitos impressionam ainda mais quando sabemos que sua transição do futsal, o qual começou a praticar aos seis anos, para o futebol de campo, foi relativamente tardia. Yasmin começou a jogar com chuteira de travas somente aos 15 anos, pela Chapecoense. Aos seis, começou no futebol de salão em Seara, passando mais tarde a disputar campeonatos por Pinhalzinho até pousar na Chapecoense, lugar onde está até hoje e compete tanto no futebol quanto no futsal.

Em treino pela Seleção Brasileira Sub 17 | Foto: Reprodução/CBFExiste, aliás, uma identificação grande entre a atleta e o verde e branco da Chape. Yasmin é natural de Seara, uma cidade muito próxima de Chapecó que pode se chegar em menos de uma hora de carro. O ritual de torcer pelo clube e vir assistir aos jogos sempre fez parte de sua rotina, e, parafraseando a zagueira, “nunca tive um sentimento por um clube como tenho pela Chape. Foi aqui que me criei e aprendi tudo. Tenho imenso orgulho em vestir essa camisa e representar a Chapecoense”.

A baiana Erica se sente em casa na Chapecoense

Pela equipe, ela tem sido a dona da camisa 4 na disputa do Campeonato Brasileiro A2, onde a Chape está entre os oito melhores e terá o Palmeiras como adversário nas quartas de final, e também no Campeonato Brasileiro Sub 18, que começará no dia 08 de julho com 24 equipes disputando o título de sua primeira edição. A criação de mais um campeonato nacional da modalidade auxilia no longo caminho para sua profissionalização. O crescimento lento, mas constante, vem de encontro ao sonho de sua valorização, o muitas jogadoras espalhadas pelo Brasil almejam. E não é diferente para Yasmin, que tem Marta como maior referência no futebol e que declarou que o maior momento de sua vida foi quando seus pais abraçaram o sonho com ela. Uma certeza existe: a humildade aliada à confiança e à determinação de chegar lá ela já tem. Agora, está correndo atrás.

Por Gabriela De Toni

Receba novidades e conteúdos exclusivos
Seu email foi cadastrado com sucesso!
Patrocinadores
Aurora
Havan
Unimed
Umbro
Sicoob MaxiCrédito
Apoiadores
Brahma
Volkswagen