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A baiana Erica se sente em casa na Chapecoense

18/06/2019 - 14:52

Foto: Márcio Cunha/ACFO último gol dela pela Chape está fresquinho: foi no jogo de ida das oitavas de final da Série A2 contra o 3b. Aproveitou o cruzamento na medida, feito por Soraya, para infiltrar na área em velocidade e interceptar a trajetória da bola. Com o pé bom, o direito, tirou da goleira e correu para o abraço, exibindo o escudo da Chape e sendo rodeada pelas companheiras na comemoração.

Quando está fora de campo, Erica Oliveria Bispo, ou só Erica, a dona da camisa de número 11 da Chape, é quieta, discreta. A baiana de Salvador dificilmente chama a atenção, prefere ficar na dela, quase que despercebida. Mas no soar do apito ela se transforma, ganha vida, preenche o campo. Atacante por ofício, prefere ocupar tanto uma quanto a outra ponta, mas também pode fechar de centroavante. O importante é ajudar a equipe. Ela gosta do domínio, de receber a bola e disparar veloz, driblando e ocupando os extremos do campo. Quando não está com a bola, possui marcação forte e muita persistência de quem sabe que qualquer falha pode ser fatal.

A zagueira Yasmin joga pela Chape e pela Seleção Brasileira Sub 17

Em ação contra o 3b pelas oitavas de final do Brasileiro A2 | Foto: Gabriela De Toni/ACFComeçou aos 12 anos, em Salvador, em uma escolinha de futebol masculino. Quando o Bahia fez uma parceria com uma escolinha feminina, a CFFB, partiu pra lá e conquistou seu primeiro título, sendo campeã da Copa Coca Cola. A passagem foi breve e logo seguiu para a equipe do Vitória, onde ficou cerca de três anos, de 2014 a 2017, e teve momentos importantes na carreira. Participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro e foi vice campeã baiana e também conquistou o título, medalha que considera a mais importante até hoje. Quando saiu do clube, foi jogar o Brasileiro pelo Lusaca e, depois, disputou o estadual pelo Ypiranga. Então, aos 20 anos, aceitou o desafio da distância e veio para a Chapecoense. É sua primeira equipe de fora do estado, e, se é pra ficar longe, ela levou a palavra mesmo a sério: quase três mil quilômetros separam Salvador de Chapecó.

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No Sul, mesmo no frio e longe dos seus, nada interferiu em seu desempenho e a adaptação foi tão natural que o primeiro gol veio logo na estreia da Chape, contra o Duque de Caxias, aos 28 minutos do primeiro tempo. Mariza roubou a bola e a goleira fez a defesa. Na sobra, Erica ganhou das zagueira e marcou, abrindo 3 a 0 para o Verdão e encaminhando a primeira vitória da equipe na Série A2. Desde então, Erica marcou em outras duas partidas, contra o Vila Nova e contra o 3b. A atacante ainda teve um gol anulado, somando três tentos em seis partidas disputadas, sempre na titularidade.

Jogando contra o América/MG na Série A2 | Foto: Gabriela De Toni/ACFQuando perguntada o que significa vestir a camisa da Chape, define em poucas palavras: “o sentimento é grande por representar um time de guerreiros”. Quem sabe a palavra “guerreira” defina bem sua ídola no esporte, a inigualável Formiga, que, aos 41 anos, está representando o Brasil em sua sétima Copa do Mundo. Se tanto a persistência e quanto a vontade de Erica forem inspiradas em seu espelho no esporte, a Chape está bem servida.

Por Gabriela De Toni

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