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Mística da Arena Condá e força da torcida

19/02/2019 - 17:11

Foto: Márcio Cunha-ACFNa noite desta terça-feira (19), a Chapecoense entra em campo, na Arena Condá, para mais uma grande decisão. Contra o Unión La Calera, a equipe tem a chance de avançar de fase na Copa Sul-Americana: competição que, além de toda a importância incontestável no âmbito esportivo, tem, ainda, um significado inenarrável para o clube alviverde. Jogando nos próprios domínios, a mística parece fazer ainda mais sentido: o torcedor, com toda a sua passionalidade e carga de lembranças, sabe do que o time é capaz quando atua diante de tantos olhares fixos, mãos dadas em oração e gritos entusiasmados - que independem da razão.

A confiança existente ao se disputar partidas decisivas da Sul-Americana na Arena Condá não é apenas empírica, mas, sim, firmada em números inquestionáveis. Desde que estreou na competição, em 2015, a Chape não perdeu nenhum jogo em Chapecó. Das nove partidas disputadas, foram cinco vitórias e quatro empates - ocasiões em que a Chape conseguiu a classificação nos pênaltis. É pelo retrospecto positivo que cada um dos onze que entrar em campo hoje, vestindo a pesada camisa verde e branca - bem como os que, da casamata, estarão prontos a atender os pedidos e orientações do técnico Claudinei Oliveira - têm a certeza de que podem escrever, com os próprios pés, mais uma página inesquecível da história do clube, que já passou de um time debutante para um adversário tradicional nas competições continentais.

Acima de qualquer número e placar que prove que a equação Chapecoense + Sul-Americana + Arena Condá sempre da resultados positivos, há uma força maior que coloca a Chape como favorita quando as circunstâncias são essas: a energia que vem das arquibancadas. A força do torcedor. Até porque se tem alguém que sabe de tudo o que o time é capaz quando entra em campo para disputar esse torneio, são eles.

Foto: Márcio Cunha-ACF

Jean Carlos Hennrichs é sócio desde 2009 e, ao longo dos anos, acumulou momentos com o time - dos pitorescos aos ansiosamente esperados. Ainda na estreia em competições internacionais, em 2015, ele viu o Verdão fazer coisas surpreendentes. “Sempre que disputávamos as finais do estadual, reaparecia uma faixa na Arena Condá: “Rumo a Tóquio”. Ao cruzar por ela, vinha aquele pensamento: Tóquio? A Chape na Libertadores já é algo intangível, imagina, então,  em Tóquio. E então veio 2015, quando mordemos a Sul-Americana pela beirada. Em 2016, o nosso “Dream Team” começa a disputa pela beiradas e vai avançando. A cada jogo fora e depois dentro da Arena, uma mística de que a faixa do “Rumo a Tóquio” podia ser real. No jogo histórico da semifinal, quando o Danilo pegou aqueles pênaltis, lembro que estava dando aula na universidade e cheguei a Arena já no segundo tempo. Mas algo me dizia para ir na Arena porque ia ser algo ímpar. E foi” relata.

Para Jean, por todo o histórico de participações e pela relação da Chape com a competição - que transcende o que acontece dentro das quatro linhas - a Sul-Americana sempre será a “cereja do bolo” do calendário alviverde. Quem concorda é Dionata Silvestre. Sócio e Conselheiro do time, ele afirma que partidas da Sul-Americana tem um diferencial em relação às demais. Jogos da “Sul-Americana sempre vão ser diferentes para a Chape. Eles têm história, têm mística! Entrar na Arena Condá pra ver um jogo da Sul-Americana é completamente diferente do que ir ao estádio para assistir qualquer outro campeonato” afirma.

Dionata acredita que, além da raça que deve ser desprendida pelos atletas dentro de campo, o apoio da torcida será determinante para que o clube conquiste a classificação. “Com total certeza. É dia de lotar a Arena. Dia de o time mostrar trabalho em campo e fazer a torcida jogar junto. Porque é a obrigação de ambos - time e torcida - entender a importância desse campeonato. Temos que compartilhar o sonho do bicampeonato e lembrar de todos que lutaram para que a Chape conquistasse o respeito que tem, hoje, perante os adversários. Temos que fazer de tudo para mantê-lo”  finalizou.

Por Alessandra Seidel 

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