“Quero deixar o meu nome marcado”

Entre os times, Figueirense, Borussia Dortmund, Schalke 04, Olympiakos, Kuban Krasnodar e Atlético Mineiro… Entre os títulos, dois Campeonatos Catarinenses, uma Supercopa da Alemanha, dois Campeonatos Alemães, uma Copa da Alemanha, um Campeonato Grego e um Campeonato Mineiro. O currículo de Felipe Augusto Santana é incontestável. A experiência e o talento – dentro e fora de campo – também. E é com essa bagagem que o zagueiro, de 34 anos, chega para defender a Chapecoense e trilhar – junto com o clube – o seu recomeço.

Isso porque, depois da passagem vitoriosa pelo futebol europeu, Felipe retornou ao Brasil, atuou por duas temporadas no Galo mineiro e, por conta das lesões, colocou a carreira em stand by. Parecia esperar a oportunidade certa – no lugar certo – para retornar aos gramados. E encontrou isso na Chapecoense. “Estar aqui, pra mim, é um prazer. É uma honra vestir as mesmas cores dos atletas que defenderam com muito carinho e deram a sua vida pelo clube. Faço daqui a minha porta de recomeço. Sou muito grato à Chapecoense pela oportunidade e a melhor maneira de corresponder a esse voto de confiança e transpassando dentro de campo aquilo que eu já vivi e aprendi com o futebol. Aquilo que eu sei fazer” afirmou.

Para Felipe, os seus objetivos estão alinhados com o do clube e é por conta disso que o casamento promete dar certo. “Chego num momento especial. Um momento onde me sinto feliz, empolgado e entusiasmado com a oportunidade. E a Chapecoense também vive a expectativa de um retorno para a Série A, de onde não devia ter saído. Acho que a gente casa nesse aspecto. O Felipe quer, a Chapecoense quer, a cidade quer”.

Entre todas as experiências intensas vividas pelo atleta ao longo da carreira, uma das mais especiais, certamente, foi jogar diante de uma das maiores torcidas da Europa. A “Muralha Amarela” do Borussia – que costuma colocar mais de 80 mil pessoas no estádio – fez o zagueiro atestar, ainda mais, a importância do torcedor. “O torcedor é e sempre será o 12º jogador de uma equipe. Eu tive a experiência de passar por anos maravilhosos com uma das maiores torcidas do mundo e acho que o torcedor de Chapecó também vivenciou isso em 2016, quando a equipe batalhou por um caminho muito árduo para chegar até a final, que infelizmente não aconteceu. Mas eu tenho certeza que a torcida era o fator de diferença. Para nós, jogadores, que estamos dentro de campo, o torcedor tem um papel fundamental. É o que nos motiva. Além dos nossos interesses pessoais, é por eles que a gente joga. O que eu tenho pra dizer é que o torcedor é o mais importante de um clube de futebol. Eu conto com a volta da paixão da torcida. E eu quero fazer história aqui, espero deixar o meu nome marcado”.

Felipe está em Chapecó desde o final da última semana e, após realizar todos os testes e avaliações, assinou contrato com o clube alviverde na manhã desta quarta-feira (10). Ele firmou vínculo com o Verdão até 31/12.

Por Alessandra Seidel

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