Marcelo Rohling fala sobre o preparo físico dos atletas para o retorno das atividades

Às vésperas da retomada das atividades presenciais – já que são aguardados, apenas, o resultado dos exames dos atletas e da comissão técnica para que o retorno dos treinos possa acontecer – a condição física dos jogadores após tanto tempo de paralisação já está em pauta.

Para dar início à Inter temporada, o preparador físico do clube, Marcelo Rohling, projetou o tempo de trabalho que seria necessário antes do recomeço das competições. “O tempo ideal para retornarmos as competições seria de 50% do tempo em que ficamos parados, sem treino de campo. Esse é o tempo que nos propicia dar condições para desenvolver nos atletas as suas capacidades de performance. Estamos hoje com 65 dias de inatividade, sem irmos para o campo e sem trabalharmos de forma específica. Então, quatro semanas seria o tempo específico para desenvolvermos nos atletas a capacidade de jogar 90 minutos nas condições adequadas” afirmou.

Rohling destacou que, considerando o fato de que o tempo de paralisação já corresponde ao de duas férias consecutivas, a perda física é inevitável. “A parte física dos atletas, sem treinar e sem jogar, fica muito prejudicada. Com certeza vai haver um decréscimo de todas as valências físicas, que são necessárias para uma boa performance. A principal preocupação é com o nível de força, qualidade fundamental para que os atletas tenham boa performance e evitem lesões”.

Por fim, o preparador falou sobre os treinos que os atletas estão realizando em casa, mas destacou que eles não propiciam um ganho grande de performance, mas permitem estacionar e não perder os níveis de força e de resistência. De acordo com o profissional, considerando as particularidades de cada jogador é impossível precisar qual foi a perda durante esse período. “A individualidade biológica do atleta, o nível do condicionamento que ele se encontrava antes da parada, o nível de atividade que esse atleta se propôs a fazer durante a parada influenciam. A gente sabe que a literatura traz, por exemplo, que o nível de força – de 8 a 12 semanas inativo – pode se perder de 7% a 12%, é muita coisa (…) Mas os atletas não estão totalmente parados”.

Por Alessandra Seidel 

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