Felipe Endres fala sobre o trabalho em tempos de quarentena

Quando Umberto Louzer assumiu o comando da Chapecoense, em fevereiro, trouxe consigo – para a composição da sua comissão técnica – um profissional de confiança: o auxiliar Felipe Endres, de 38 anos. Apesar da idade, Endres possui vasta experiência. Ele estudou no Brasil e em Portugal e, após a formação acadêmica, fez carreira em equipes do Rio Grande do Sul. Fora do país, também trabalhou na Austrália e no Paraguai. As atividades desempenhadas tanto com equipes juniores quanto profissionais garantiram ao profissional ainda mais conhecimento.“Tive a felicidade de trabalhar na base, no profissional, de ser auxiliar, de ser treinador, e acho que isso me ajuda muito, principalmente na questão de dia-a-dia e de relacionamento, tanto com os mais novos quanto com os mais velhos”.

Na Chapecoense, Endres atuou ao lado de Louzer na retomada da equipe no Campeonato Catarinense. Para o profissional – que afirma ter aceitado vir para a equipe alviverde pela grandeza do clube e pelas perspectivas que o mesmo tem de crescimento – a fórmula quem tem feito a sua parceria com o comandante ter dado certo é a forma de pensar. “A gente pensar o jogo de uma maneira muito próxima facilita o dia-a-dia, o trabalho, e auxilia na busca pelo resultado. Pensamos o futebol de uma maneira muito parecida, tanto em termos de jogo, quando de gestão, e isso é um grande ponto. Temos que seguir assim, trabalhando e pensando desta maneira”.

Agora – com a suspensão provisória das atividades e a paralisação por conta do novo Coronavírus – o profissional afirma que o trabalho nos “bastidores” continua. Diariamente, os integrantes da comissão técnica alviverde tem se reunido – através de vídeo conferências – para dar sequência, dentro do possível, aos planos para a temporada. “Diariamente conversamos sobre metodologia, sobre treinos, sobre pensamentos. Assistimos jogos tanto nossos, quanto de adversários. Buscamos ideias, jogadores… Acho que isso foi um ponto importante. Nos reunimos também com o clube e com a direção, sempre a fim de buscar aquilo que melhor venha a ajudar o clube no momento em que a gente se encontra”.

De acordo com o auxiliar, a grande preocupação do clube é com a duração da quarentena. “O que preocupa mais é a gente não saber o tempo da parada. Não tem como planejar, porque a cada dia, a cada semana, surge uma data nova, um período maior. Isso é algo que dificulta não só em termos físicos, mas também em termos táticos. (…) Os atletas vieram de 30 dias de férias, trabalharam por dois meses e meio e já estão tendo outra parada maior ainda. Então, esse vai ser o grande problema”.

Apesar do momento de incerteza no cenário esportivo mundial, Endress afirma otimismo e felicidade em atuar na Chapecoense. “Estou muito feliz de fazer parte da história do clube. Sei que temos muito para plantar, mas muito mais pra colher”.

Por Alessandra Seidel

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